segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Murilo Fischer fora do páreo


Um dos principais nomes do ciclismo brasileiro, Murilo Fischer, 30 anos, deixa claro que não aceita ser tratado como cavalo de corrida no mundo do esporte de rendimento, e que um “obrigado” vale tanto quanto qualquer salário. Portanto, assim que chegou de férias ao Brasil, fomos conversar com ele e saber mais sobre a experiência da paternidade, a carreira na Itália, um possível retorno ao país e sua participação nos Jasc 2010. Fischer falou.

Murilo Antônio Fischer nasceu em Brusque em 16 de junho de 1979. É ciclista profissional desde 2004, e mora em Treviso, na Itália, há oito anos e meio. Despontou na equipe Caloi em 2000, um ano depois foi fazer um teste no ciclismo europeu e se deu bem. Competiu pela Domina/Vacanze, equipe pela qual venceu a UCI Europe Tour em 2005, e pela Torino antes de chegar à Liquigás, equipe da qual se despede no fim deste ano, depois de defender suas cores por três temporadas. Em 2000, também foi o ano da estreia de Murilo Fischer em Jogos Olímpicos, conquistando o 89º lugar em Sidney. Quatro anos depois, em Atenas, Murilo foi o 62º colocado, e em Pequim, no ano passado, se tornou o ciclista brasileiro com a melhor marca em Olimpíadas ao terminar a competição na 20ª posição.
Depois de enfrentar uma temporada repleta de acidentes e fraturas, Murilo pode considerar 2009 como um divisor de águas em sua vida. Além de acertar contrato com uma nova equipe, o atleta encerra o ano na companhia da esposa Francine e do mais novo integrante da família Fischer, Luca, de nove meses. Novos objetivos traçados, é momento de saber o que Murilo Fischer tem a dizer.

Perro Itinerante:
Depois de três temporadas, você está encerrando o contrato com a equipe italiana Liquigás. Existe a possibilidade de acertares com alguma outra equipe Pro Tour para 2010?

Murilo Fischer:
Tudo está se encaminhando para que nesta semana eu possa anunciar o nome da minha nova equipe. Eu analiso todas as possibilidades, inclusive a de voltar para o Brasil. Mas, preciso colocar tudo na balança e pesar. Até porque depois de oito anos e meio competindo na Europa e uma vasta experiência, poderei contribuir para o desenvolvimento do ciclismo brasileiro.

PI:
Como é a cobrança de um ciclista profissional em uma equipe de ponta?

MF:
Passei para profissional em 2004, e nos três primeiros anos na Itália, correndo pela Domina Vacanze e pela Torino, fui acostumado a viver em um ambiente mais humano, até porque eram equipes menores. Já na Liquigás, na qual acredito que os investimentos por ano giram em 7 a 8 milhões de Euros (cerca de R$ 20,5 milhões), automaticamente, quando se começa a falar em muito dinheiro, a parte humana fica de lado e só resta o profissional. Sempre fiz meu trabalho, mas a cobrança é enorme e muito estressante. Ao invés de te passarem tranquilidade, nas equipes grandes tu és tratado igual a cavalo de corrida, no qual eles acham que cinco têm que ganhar uma única prova.

PI:
Mas o ciclismo é um esporte de equipe, não é?

MF: O ciclismo é um esporte coletivo, mas ao mesmo tempo é individual. Porque tudo depende do trabalho de equipe, mas quem ganha é um só. O Lance Armstrong (ciclista norte-americano) ganhou sete Tours de France seguidos, mas, se ele estivesse correndo sozinho, não ganhava nenhum. Existe toda uma tática de corrida, para anular certos momentos de fuga, para levar água até o líder, então todo mundo tem que ser valorizado.

PI:
Na Liquigás você trabalhou bastante pela equipe?

MF:
Nos primeiros dois anos, nós tínhamos uma equipe muito forte, com o Filippo Pozzato, o golden boy italiano, e sempre trabalhamos para ele andar bem. Então, foram dois anos suados, porque é uma grande responsabilidade colocar o cara no lugar certo, fazer o máximo por ele. Pelo Filippo sempre fui reconhecido, tanto que ele me convidou para correr na equipe dele no ano que vem, mas, por outro lado, não fui reconhecido pela diretoria da Liquigás como eu gostaria. Para a eles, eu só fiz a minha obrigação. Eu sei disso, mas, todo mundo gosta de receber um elogio.

PI
: Em oito anos e meio competindo na Itália, você alcançou seus objetivos?

MF:
Consegui realizar muitos sonhos, e realizar sonhos sempre é legal. Realizei muitas coisas que eu sonhava, como me tornar profissional, o que é muito seletivo. No profissional,ou tu paga para entrar, que não foi o meu caso, ou tu entras por mérito. Entrar por mérito é a realização de um sonho. Além disso, realizei muitos outros sonhos pessoais, conheci lugares e pessoas. Em 2000, eu tinha 21 anos, era a minha primeira Olimpíada, e corri ao lado de Jan Ullrich (ciclista alemão que foi medalha de ouro na prova de estradas nas Olimpíadas de Sidney, em 2000). Participar da Olimpíada é outro sonho que realizei.

“Nas equipes grandes tu és tratado igual a cavalo de corrida” - Murilo Fischer

PI: Você participou das Olimpíadas de 2000, 2004 e 2008. Teremos Murilo Fischer em Londres 2012?

MF:
Meu objetivo, inclusive, é participar em 2016 das Olimpíadas no Rio de Janeiro. Conheço campeão olímpico com 41 anos, então, acho que com 38 anos, com a vida saudável que levo, tudo isso influencia no futuro. Outra coisa que notei é que tive uma grande ascensão em níveis de resultados. Na primeira Olimpíada fiquei em 89º, na segunda em 62º, e depois em 20º. É óbvio que isso demonstra que em oito anos meu rendimento melhorou.

PI:
O piloto de F-1 Fernando Alonso pretende montar uma equipe de ciclismo?

MF:
Surgiu um boato de que o Fernando Alonso, o banco Santander e Red Bull estariam criando uma nova equipe de ciclismo. Até acho estranho a Red Bull nunca ter entrado no ciclismo, que é um esporte que tem tudo a ver com adrenalina e energia. Escutei esse boato, mas não sei o quanto é verdade. Ele (Fernando Alonso) é muito amigo do (ciclista) Alberto Contardor, que ganhou o Tour de France (em 2007 e 2009). Tomara que a equipe seja realmente criada, pois serão 25 novas possibilidades de emprego para os ciclistas.

PI:
Em 2009, nasceu o Luca. Como é a experiência de ser pai?

MF:
Ser pai não tem explicação. Tudo o que todo mundo fala, do sentimento de ser pai, é muito maior e não tem como descrever. Tu não sentes o cansaço, levantas à noite e não tem problema. E quando tu tens um filho é que tu vês realmente a pessoa que tu tens ao teu lado. A Francine (esposa) é uma excelente mãe e que me surpreendeu positivamente em vários aspectos.

PI:
O nascimento do Luca pode interferir na sua decisão ao assinar o próximo contrato?

MF:
Lógico. Todo mundo sabe que a Europa é primeiro mundo, e poder educar um filho no primeiro mundo não há comparação com educar no Brasil, mesmo eu tendo sido educado aqui. Mas, por exemplo, o sistema sanitário que se tem lá (na Europa) é algo incrível, algo que funciona com perfeição. Então, educar um filho é também pensar na saúde, no bem-estar e no futuro dele.

PI:
Existe a possibilidade de você participar dos 50º Jogos Abertos de Santa Catarina, em Brusque no próximo ano?

MF:
Existe a possibilidade, mas preciso saber qual o interesse da Fundação (Municipal de Esportes de Brusque). Assim como posso correr por Brusque, existe a possibilidade de correr por outro município. Vou correr por Brusque se houver um retorno, porque acho completamente antiético contratarem o atleta, o fazer correr os Jogos Abertos, sendo que pessoas como o Carlito e o (Eduardo) Gohr, que tem a escolinha e trabalham o ano todo, não ganham um centavo de ajuda. Então, vai ser meio que uma troca de favores. Se eu perceber que existe a possibilidade de ajudar o ciclismo de Brusque, posso correr. Senão, vou correr por outro município, e o que eu receber com algum contrato, posso ajudar as equipes da cidade. Acho que sou importante para Brusque conseguir algum resultado, mas temos que ver se haverá um retorno. Não adianta só dar e não receber.

PI:
Além do ciclismo, quais são tuas outras paixões?

MF:
Eu sou apaixonado por carros antigos e por relógios. Não tenho coleção de relógios porque é algo muito caro, mas sou apaixonado. E tenho um Dodge Le Baron ano 1979 que consegui comprar com o dinheiro do ciclismo quando eu ainda morava no Brasil.

Texto e Fotos: Elton555
Esta entrevista foi publicada na edição de segunda-feira, 16 de novembro, do
Jornal Município Dia a Dia

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Escrevo para não ser lido

Estou sentado em um banco de cimento em frente à feira popular. Uma senhora de uns 60 anos e um e meio de altura senta-se ao meu lado reclamando do frio que sentia naquela tarde de sol e vento.

Estou lendo Bukowski, e ela reclama do frio mesmo vestindo uma blusa de lã espessa e azul marinho. Até poderia lhe dar atenção, mas as reclamações do Bukowski me interessam mais.

A senhora aguarda o retorno de uma mulher que fora chamar um táxi.

- Vamos, que o taxista ficou me olhando de cara feia.

- Que fique. O trabalho dele será pago, não está fazendo isso de graça.

Naquele momento quis conversar com a senhora de blusa azul marinho, mas ela embarca no táxi e parte.

...

Estou sentado em um banco de cimento em frente à feira popular, esperando a chegada do personagem para os retratos. Tenho que fotografar um candidato a deputado federal com cara de veadinho e lembrei que, numa noite dessas em que o vento faz onda na Baía Sul, deixei um camarada em casa depois de tomar uns tragos e dirigi até um bar em Itaguaçu.

Lá, apareceu um sujeito e seu cachorro. Simpatizei com o perro, que se aproximou, cheirou a barra da perna esquerda da minha calça e se afastou. Já com a cara do sujeito eu não me agradei.

Perguntou meu nome e emendou:

- Gostas de ser mamado ou chupado?

Neguei.

- Gostas de dar um teco?

Neguei novamente.

...

Ali, sentado ao lado da velha friorenta me coloquei a pensar o que levara aquele homem a achar que eu estava disposto a qualquer uma de suas propostas.

- Será que tenho cara de veadinho?

- Ou seria a cara de veadinho do candidato que estampava o vidro traseiro do carro que eu usava que me gabaritava ao patamar de veadinho?

Guardei o caderno onde escrevi essa história e voltei a ler Bukowski. Como sempre, o veadinho estava atrasado.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Você já chegou lá?


Você já chegou lá? Se não chegou, tudo bem.

O que vale é estar no caminho. Mesmo quando não existe um único caminho.

Porque também não existe um único lá.

Lá pode ser um lugar, um sonho, um desafio, uma conquista.

Ou tudo isso.

Lá estão as pessoas certas, as coisas que você busca e a vida que você quer.

Pode ser longe, demorado, difícil. Mas depois que você chega, vê que valeu a pena.

Texto: Colaboração de Danie Coelho, mas ela não sabe quem é o autor (um dia ela chega lá!)
Foto: Elton555

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Invasão do espaço aéreo de Canelinha

“É amigo, chegar é fácil. Quero ver passar!” (Bueno; G.). Mas, eu e o Mau Haas, repórter do Jornal Município Dia a Dia, passamos... um domingo inteiro debaixo do sol-de-pelar-cara-pálida assistindo às provas do Mundial de Motocross realizadas em Canelinha, a 65 km de Florianópolis.

Vamos aos fatos: há dez anos uma etapa do Mundial não passava pelo Brasil, e o público que foi ao motódromo Arthur Jackowicz conheceu pessoalmente um piloto alemão de 15 anos, Ken Roczen. Ele é a promessa do esporte para os próximos anos.

Correndo na categoria MX2, Roczen deu trabalho para os pilotos mais experientes e terminou a temporada entre os cinco melhores, mesmo não tendo disputado as primeiras etapas do campeonato — por não ter a idade mínima permitida.



>>> Ken Roczen, de 15 anos, chegou a liderar a última bateria da MX2 em Canelinha






>>> O italiano Antônio Cairoli conquistou por antecipação o título na MX2, mas nem por isso deixou de competir em Canelinha


Manter as duas rodas na terra controlando motores de 450cc (MX1) e 250cc (MX2) não é fácil. Agora, é no ar que o bicho pega. Por isso, decidi só postar fotos da invasão do espaço aéreo de Canelinha.













Brasil na MX1: Irmãos Balbi fazendo história










>>> Entre os pilotos brasileiros, Antônio Jorge Balbi conquistou os melhores resultados: 10º lugar na primeira baterial e 11º lugar na segunda bateria


>>> Mari Balbi, 24 anos, entrou para a história do MX1 como a primeira mulher a disputar uma etapa do Mundial (deu pau em muito homem)

Onde fica Canelinha?


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Texto e foto: Elton555

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

[IN] Confidências


O trânsito no lado Sul da Ilha não flui, e ele está atrasado para mais uma sessão de fisioterapia – Isso não pode estar acontecendo – Tenta prestar atenção na fila, mas, a imagem das mãos macias tocando sua canela surge em widescreen no campo visual – Alta resolução – O carro da frente para mais uma vez, são 60 segundos até o sinal abrir novamente; mas, a fila não se move – A intensidade da luz de freio no início da noite confunde a pupila – Sinal abre, sinal fecha; pupila dilata, pupila contrai; cachorrinho pra dentro, cachorrinho pra fora, chega uma hora em que o cachorrinho enlouquece.

O paciente está atrasado, e ela gostaria de encerrar o expediente no horário, pois sabe que o trânsito na ponte em direção ao continente é insuportável no fim da tarde – Andando de ônibus? Compre um carro! – O encontro de logo mais à noite serve como tentativa para reatar um amor antigo, algo da época da faculdade, em que ela cursava Fisioterapia e ele Psicologia – geração Saúde – Ele a fez sofrer pela constante indecisão, e ela não o esperou amadurecer os sentimentos – Eduardo e Mônica – Quero ficar sozinho, eu te amo; eu te amo, vou sair com minhas amigas – Chega uma hora em que o cachorrinho enlouquece.

Dificilmente ele chegará no horário combinado e isso não significa que esteja atarefado – You fritter and waste the hours in an off hand way – Só deixa claro que está cansado de cumprir regras, e que, quanto mais o tempo passa, aumentam as chances da pessoa solitária se tornar intolerante com quem interfere sua rotina – Every year is getting shorter, never seem to find the time – Isso vem com o tempo, com a idade e com análise – Este é o conselho ao psicólogo – O que lhe irrita em Time é o barulho dos relógios – É de amalucar-se – Little dog in, little dog out; little dog goes crazy.

O quarto em que ele se encontra mede 3x2 metros, nada há além de uma cama, um armário, uma privada e um par de chinelos – Franciscano ou Havaianas? – Sua rotina é passar as manhãs olhando o teto e as tardes observando a mancha em forma de dinossauro na parede – Cem volts – Detesta olhar pela janela, pois dela assiste à lamentável cena de internos, como ele, vagando feitos zumbis – Cem volts – À noite, eles gritam como loucos, que ironia, feitos “R.M. Renfield, 59 anos, temperamento ansioso, morbidamente excitável, períodos de depressão” de Bram Stoker – Sem volts – Chega uma hora em que o cachorrinho enlouquece.

No meio daquele monte de malucos, ele se destaca – Não é Napoleão – Tem síndrome de perseguição e o domínio da oratória – Nem Alan Delon – Confiava no psicólogo que o visitava todas as tardes porque era um bom ouvinte – Tiradentes, talvez – Mas, houve um certo dia em que o psicólogo não apareceu – Isso, é Tiradentes; convence-se de que é Tiradentes – Todos precisam conhecer o segredo, e em pouco tempo cerca-se de sua verdade – Maldita monarquia – Fareja a conspiração antes mesmo dela existir – Silvério dos Reis – Morre enforcado em um quarto de 3x2 metros – Inconfidência.

Começa a chover, e ele não sairá mais de casa – Dê tempo ao tempo, disse o meteorologista – Transporte coletivo em dias como este é lotado, e a passagem é cara - Andando de carro? Compre um ônibus! – Remember when you were young – Decididamente não há mais nada a ser dito – O dia foi péssimo com o suicídio do paciente que nos últimos tempos insistia em ser o alferes mineiro – Deixa o telefone tocar, deve ser ela querendo confirmar o local e a hora do encontro – Nos últimos meses ele inspirava preocupações – Afirmava poder matar pessoas com uma arma de ar comprimido – Por conviver em um local onde os fracos não têm vez.

Ela tenta mais uma vez, mas, ele não atende ao telefone – O paciente está atrasado, e todo seu cronograma se alterou – Detesta perder o controle da situação – Que vontade de chorar! – Aquele velho tarado tinha que agendar uma sessão no último horário? – Deve querer ficar a sós no consultório – A sombrinha ao alcance das mãos é o primeiro plano para ela desvencilhar-se de qualquer tentativa de assédio – Sente nojo em tocar aquela pele branca da canela dele; com pelos longos, negros e escassos – Corretor de imóveis metódico que carrega uma calculadora no bolso da camisa e faz questão de digitar dois zeros após a vírgula.

Escolheu o melhor par de meias marrom para a sessão de logo mais – Está próximo ao consultório – A estratégia é arregaçar a calça até o joelho, e esperar as mãos suaves lhe tocarem – Alta resolução – Fisioterapia na canela? – Falta vaga para estacionar; No Centro sempre é uma dificuldade encontrar um local para deixar o carro – Sente falta do carinho de uma mulher – É de amalucar-se – Carência afetiva – Nos últimos meses ele inspirava preocupações – A sombrinha não conseguiu detê-lo – Cachorrinho pra dentro, cachorrinho pra fora, chega uma hora em que o cachorrinho amolece.

Texto e foto: Elton555

terça-feira, 14 de julho de 2009

Rotação 50mm

>>> Qualidade de imagem mesmo em condição precária de luz*

Está decidido! Meu próximo projeto de fotografia será totalmente executado com uma lente 50mm.

Estou com ideias fermentando na cachola e a necessidade de produzir algo criativo e autoral tem me dado gás.

Falta, agora, apontar o foco para o objetivo certo e colocar o pé na estrada.


Experiências em 50mm

No último ano, o Projeto Rock me deu a possibilidade de testar mais profundamente a minha Nikkor 50mm 1:1.8 D em situações com características específicas: falta de espaço e, principalmente, pouca luz.

Constatei, então, que a qualidade final da imagem e o peso menor do conjunto corpo e lente compensam a falta de praticidade no caso de eu usar uma objetiva com diversas distâncias focais, como a 18-70mm que eu também utilizo.


Reconstruindo

Lembro de ler em uma Photo Magazine a experiência de um fotógrafo que, para eliminar excesso de peso na bagagem, viajou a Cuba só com uma lente 50mm (não lembro exatamente qual era o fotógrafo, mas prometo que vou pesquisar).

No domingo que passou, dia 12 de julho, estive em Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis, e capturei algumas imagens já pensando em clarear alguns pontos para o projeto pessoal.

Veja os resultados abaixo:











>>>Tentei buscar um enquadramento completo de elementos e aproveitei o céu sem nuvens para preencher o fundo.








Gosto de explorar detalhes com a lente
50mm<<<







* Visão da janela do meu quarto, em Coqueiros, Florianópolis

Onde fica Santo Antônio de Lisboa:



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quinta-feira, 25 de junho de 2009

DC online publica ensaio fotográfico com imagens de países da América Andina



Nesta semana, o site diario.com.br publicou o ensaio fotográfico da viagem realizada por mim e pelo Maurício Haas aos países da América Andina.


O texto de apresentação foi (muito bem) escrito pelo Beto Saraiva e, além da galeria com o ensaio fotográfico, conta com um vídeo gravado pelo Maurício registrando a Morenada, uma manifestação popular na Bolívia.


Nossa, que viagem!


A viagem foi realizada em 2007 e fez parte do TCC que o Maurício apresentou na conclusão de Jornalismo pela Univali, além de dar início a minha aventura de dois anos como freela.

Eu - que não despertava a atenção, camuflado entre os aymarás e quéchuas, baixinhos de pele morena - e o Maurício - com a cara de gringo, alto e branquelo - visitamos a Bolívia e Peru, com uma experiência de 30 horas seguidas dentro de um ônibus, acompanhados de uma família alemã-galopeira saída do filme Os Outros, atravessando o Paraguai de Norte ao Sul.

Durante a aventura, registramos algumas impressões imediatas no blog América Andina.


Ensaios fotográficos

O site tem divulgado quinzenalmente os ensaios fotográficos realizados por seus colaboradores. A maioria é de repórteres fotográficos, obviamente, e acredito que fui o primeiro "alienígena" a se aventurar nesse setor.